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	<title>Comentários para blog - do Uzé</title>
	<link>http://blog.imel.org.br</link>
	<description>O que você falaria ao Uzé?</description>
	<pubDate>Wed, 19 Nov 2008 23:02:10 +0000</pubDate>
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	<item>
		<title>Comentário em E ELE NÃO ENTENDIA MUITO DAQUILO por Mu</title>
		<link>http://blog.imel.org.br/2008/03/06/e-ele-nao-entendia-muito-daquilo/#comment-204</link>
		<pubDate>Thu, 06 Mar 2008 14:12:45 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.imel.org.br/2008/03/06/e-ele-nao-entendia-muito-daquilo/#comment-204</guid>
					<description>dois texto para reflexão



&lt;blockquote&gt;
&lt;strong&gt;Folha de São Paulo - 19/02/2008 - Cotidiano&lt;/strong&gt;

RUBEM ALVES 

As estrelas brilham, os homens sofrem 

--------------------------------------------------------------------------------
Os olhos da Igreja Católica só vêem as estrelas. E é do seu olhar para as estrelas imóveis que ela deseja governar a Terra 
--------------------------------------------------------------------------------
 


RETORNAMOS ÀS ETERNAS estrelas do céu e aos efêmeros jardins da Terra... Os que olham para as estrelas dizem possuir a verdade. Mas os que olham para os jardins sabem que tudo o que sabem é provisório.

Os olhos da Igreja Católica não vêem jardins; só vêem as estrelas. E é do seu olhar para as estrelas imóveis que ela deseja governar a Terra. Já os jardineiros sabem que há muitos jardins diferentes, nenhum deles é verdadeiro, mas todos são belos...
Todos os que pretendem possuir a verdade estão condenados a serem inquisidores. Para explicar esse ponto vou transcrever um pequeno trecho do filósofo polonês Leszek Kolakowski que tem o título "Em louvor à inconsistência".

"Falo de consistência em apenas um sentido, limitado à correspondência entre o comportamento e o pensamento. Assim, considero como consistente um homem que, possuindo um certo número de conceitos gerais e absolutos, esforça-se honestamente em tudo o que faz, em todas as suas opiniões sobre o que deve ser feito, para manter-se na maior concordância possível com aqueles conceitos. Por que deveria qualquer pessoa, inflexivelmente convencida da verdade exclusiva dos seus conceitos relativos a qualquer e a todas as questões, estar pronta a tolerar idéias opostas? Que bem pode ela esperar de uma situação em que cada um é livre para expressar opiniões que, segundo seu julgamento, são patentemente falsas e portanto prejudiciais à sociedade? Por que direito deveria ela abster-se de usar quaisquer meios para atingir o alvo que julga correto? Em outras palavras: consistência total equivale, na prática, ao fanatismo, enquanto a inconsistência é a fonte da tolerância..."
O SS Bento 16 acredita que Deus revelou à Igreja Católica e somente a ela a verdade total das estrelas. Segue-se, por necessidade lógica, que todos os homens, indivíduos ou igrejas, que têm idéias diferentes das suas, estão privados da verdade. O que torna sem sentido os esforços ecumênicos de aproximação entre as igrejas. O ecumenismo é baseado na crença de que Deus, jardineiro supremo, planta muitos jardins diferentes... Mas quem só olha para as estrelas não pode se deleitar na variedade dos jardins. A Igreja Católica, mãe e mestra de todos, nada tem a aprender.

Segue-se a conclusão ética: compete aos homens encarnar na Terra a verdade eterna das estrelas. Aquilo que deve ser feito é decidido não pela análise da situação qual o comportamento que traria o bem maior ao maior número de pessoas, mas pela imitação da perfeição divina.

A Igreja tem horror à experiência. Experiência é conhecimento que cresce da terra como as plantas. E ela contesta a verdade das estrelas. Roger Bacon, precursor da ciência moderna, por haver afirmado que o conhecimento vem pela experiência, amargou 15 anos na prisão. E a luneta de Galileu quase o levou à fogueira...
Assim, as difíceis questões que a experiência moderna coloca, a AIDS, a camisinha, o aborto, o divórcio, a inseminação artificial, o uso de células-tronco, a ortotanasia, são como se não existissem. Indiferentes ao sofrimento dos homens, as estrelas decretam: é pecado abortar um feto sem cérebro, a despeito da inutilidade da gravidez e do sofrimento dos pais... As estrelas brilham no céu. Os homens sofrem na Terra.




&lt;blockquote&gt;

&lt;strong&gt;Folha de São Paulo - 06/03/2008 - Opinião&lt;/strong&gt;


A igreja e a defesa da vida 
FRANCISCO BORBA RIBEIRO NETO

Iniciativas sociais e políticas de governo devem acolher quem sofre e permitir que opte pela vida, desde o início e em qualquer circunstância

SEGUNDO MARCELO Leite ("CNBB vai às compras", Mais!, 10/2/08), no texto-base da Campanha da Fraternidade (CF) deste ano, sobre a defesa da vida, a igreja seleciona elementos do discurso científico e acrescenta-lhes seus próprios dogmas. Caberia aqui parafrasear uma frase citada pelo próprio Marcelo Leite: "Os meios de comunicação criam uma paródia da ciência para uso próprio. Aí eles atacam essa paródia como se estivessem criticando a ciência" (em "Má ciência e mau jornalismo", 18/9/05). Substitua-se ciência por Igreja Católica, e a frase também será válida.

A sociedade burguesa se organizou a partir de valores vindos do cristianismo, como a dignidade da pessoa, a fraternidade e a liberdade. Com o tempo, esses valores ganharam novos significados, perdendo seu sentido cristão original. Quem não percebe essa mudança de valores e posturas, em vez de esclarecer, deturpa o cristianismo ao comentá-lo. Mas para a cultura moderna em crise é mais fácil atacar essa paródia de cristianismo criada por ela mesma do que assumir as contradições da modernidade e deixar-se questionar. 
Os grandes temas dessa CF são a vida e a pessoa humana, o sofrimento e o amor. Para entendê-los, o texto-base se vale freqüentemente de dados científicos. Mas a ciência nos ajuda a compreender o funcionamento do mundo, os mecanismos que geram a dor e o sofrimento, porém é impotente para responder às perguntas sobre o sentido da vida -mesmo porque essa não é a sua razão de ser. 

A reflexão da igreja na CF é ética, e as conclusões não se legitimam nem pelo cientificismo nem pelo dogmatismo. O texto-base dialoga com as ciências (principalmente na primeira parte, o "Ver") e a própria fé católica (na segunda parte, o "Julgar"), mas seu grande interlocutor é a experiência humana -o que talvez pareça impossível para quem crê, como Rubem Alves ("As estrelas brilham, os homens sofrem", Cotidiano, 19/2/08), que a igreja só olha para as estrelas e não vê a experiência concreta de sofrimento das pessoas. 

O que deseja a pessoa humana? Como ela se realiza? O texto da CF parte da reflexão sobre o desejo do coração do ser humano. É um diálogo onde os critérios éticos nascem da compreensão de seu anseio por felicidade, e não de convenções sociais. Esse desejo pode se realizar reduzido a busca de satisfação e fuga da dor? Ou necessita de algo mais, de um amor capaz de se realizar por meio da doação ao outro, capaz de acolher e dar sentido até mesmo a sofrimento, dor e morte? 
Seriam essas perguntas sobre o amor e o sentido as tais estrelas que não permitem ver o sofrimento e a experiência concreta das pessoas?
 
Vicky é ugandense, negra, pobre, soropositiva, abandonada pelo marido doente de Aids porque se recusou a abortar o terceiro filho. Chegou a ter 35 kg, quando foi para um centro católico de acolhida a doentes de Aids. Hoje tem 75 kg e um filho já na universidade. Sobre sua experiência nesse centro de acolhida, escreveu: "Era difícil acreditar que havia encontrado mulheres que pudessem viver daquela forma mesmo estando doentes de Aids, tal era a alegria que tinham no rosto; dançavam e estavam felizes, e eu me perguntava como alguém que tinha essa doença podia cantar e dançar... Onde está o poder da morte? Está na perda da esperança e na falta de amor". A experiência de Vicky, que teve uma carta publicada numa campanha internacional de ajuda a obras sociais, as tendas de Natal, é similar a muitas outras.

Essas experiências são as estrelas para as quais a igreja olha ao se acercar do sofrimento humano. Por isso, acredita na capacidade que o amor e a acolhida têm de superar a dor. Partindo daí, propõe que iniciativas sociais e políticas governamentais devem acolher quem sofre e permitir que opte pela vida, desde seu início e em qualquer circunstância. 
Por isso, na proposta da CF, "optar pela vida" não se restringe apenas a ter leis contra o aborto e a eutanásia, por exemplo. Pelo contrário, implica em criar formas pelas quais as pessoas possam acolher uma gravidez indesejada e um doente incurável, sem que isso se torne um obstáculo a sua felicidade, mas sim um caminho para sua realização. 

Essa não é uma proposta "confessional" ou uma crença religiosa, mas sim um modo de viver a própria ânsia de felicidade, a experiência do amor e do sofrimento. Um modo de ser mais humanos, que talvez queiram que renunciemos a desejar. 



--------------------------------------------------------------------------------
FRANCISCO BORBA RIBEIRO NETO, sociólogo e biólogo, é coordenador de Projetos do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>dois texto para reflexão</p>
<blockquote><p>
<strong>Folha de São Paulo - 19/02/2008 - Cotidiano</strong></p>
<p>RUBEM ALVES </p>
<p>As estrelas brilham, os homens sofrem </p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
Os olhos da Igreja Católica só vêem as estrelas. E é do seu olhar para as estrelas imóveis que ela deseja governar a Terra<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>RETORNAMOS ÀS ETERNAS estrelas do céu e aos efêmeros jardins da Terra&#8230; Os que olham para as estrelas dizem possuir a verdade. Mas os que olham para os jardins sabem que tudo o que sabem é provisório.</p>
<p>Os olhos da Igreja Católica não vêem jardins; só vêem as estrelas. E é do seu olhar para as estrelas imóveis que ela deseja governar a Terra. Já os jardineiros sabem que há muitos jardins diferentes, nenhum deles é verdadeiro, mas todos são belos&#8230;<br />
Todos os que pretendem possuir a verdade estão condenados a serem inquisidores. Para explicar esse ponto vou transcrever um pequeno trecho do filósofo polonês Leszek Kolakowski que tem o título &#8220;Em louvor à inconsistência&#8221;.</p>
<p>&#8220;Falo de consistência em apenas um sentido, limitado à correspondência entre o comportamento e o pensamento. Assim, considero como consistente um homem que, possuindo um certo número de conceitos gerais e absolutos, esforça-se honestamente em tudo o que faz, em todas as suas opiniões sobre o que deve ser feito, para manter-se na maior concordância possível com aqueles conceitos. Por que deveria qualquer pessoa, inflexivelmente convencida da verdade exclusiva dos seus conceitos relativos a qualquer e a todas as questões, estar pronta a tolerar idéias opostas? Que bem pode ela esperar de uma situação em que cada um é livre para expressar opiniões que, segundo seu julgamento, são patentemente falsas e portanto prejudiciais à sociedade? Por que direito deveria ela abster-se de usar quaisquer meios para atingir o alvo que julga correto? Em outras palavras: consistência total equivale, na prática, ao fanatismo, enquanto a inconsistência é a fonte da tolerância&#8230;&#8221;<br />
O SS Bento 16 acredita que Deus revelou à Igreja Católica e somente a ela a verdade total das estrelas. Segue-se, por necessidade lógica, que todos os homens, indivíduos ou igrejas, que têm idéias diferentes das suas, estão privados da verdade. O que torna sem sentido os esforços ecumênicos de aproximação entre as igrejas. O ecumenismo é baseado na crença de que Deus, jardineiro supremo, planta muitos jardins diferentes&#8230; Mas quem só olha para as estrelas não pode se deleitar na variedade dos jardins. A Igreja Católica, mãe e mestra de todos, nada tem a aprender.</p>
<p>Segue-se a conclusão ética: compete aos homens encarnar na Terra a verdade eterna das estrelas. Aquilo que deve ser feito é decidido não pela análise da situação qual o comportamento que traria o bem maior ao maior número de pessoas, mas pela imitação da perfeição divina.</p>
<p>A Igreja tem horror à experiência. Experiência é conhecimento que cresce da terra como as plantas. E ela contesta a verdade das estrelas. Roger Bacon, precursor da ciência moderna, por haver afirmado que o conhecimento vem pela experiência, amargou 15 anos na prisão. E a luneta de Galileu quase o levou à fogueira&#8230;<br />
Assim, as difíceis questões que a experiência moderna coloca, a AIDS, a camisinha, o aborto, o divórcio, a inseminação artificial, o uso de células-tronco, a ortotanasia, são como se não existissem. Indiferentes ao sofrimento dos homens, as estrelas decretam: é pecado abortar um feto sem cérebro, a despeito da inutilidade da gravidez e do sofrimento dos pais&#8230; As estrelas brilham no céu. Os homens sofrem na Terra.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p><strong>Folha de São Paulo - 06/03/2008 - Opinião</strong></p>
<p>A igreja e a defesa da vida<br />
FRANCISCO BORBA RIBEIRO NETO</p>
<p>Iniciativas sociais e políticas de governo devem acolher quem sofre e permitir que opte pela vida, desde o início e em qualquer circunstância</p>
<p>SEGUNDO MARCELO Leite (&#8221;CNBB vai às compras&#8221;, Mais!, 10/2/08), no texto-base da Campanha da Fraternidade (CF) deste ano, sobre a defesa da vida, a igreja seleciona elementos do discurso científico e acrescenta-lhes seus próprios dogmas. Caberia aqui parafrasear uma frase citada pelo próprio Marcelo Leite: &#8220;Os meios de comunicação criam uma paródia da ciência para uso próprio. Aí eles atacam essa paródia como se estivessem criticando a ciência&#8221; (em &#8220;Má ciência e mau jornalismo&#8221;, 18/9/05). Substitua-se ciência por Igreja Católica, e a frase também será válida.</p>
<p>A sociedade burguesa se organizou a partir de valores vindos do cristianismo, como a dignidade da pessoa, a fraternidade e a liberdade. Com o tempo, esses valores ganharam novos significados, perdendo seu sentido cristão original. Quem não percebe essa mudança de valores e posturas, em vez de esclarecer, deturpa o cristianismo ao comentá-lo. Mas para a cultura moderna em crise é mais fácil atacar essa paródia de cristianismo criada por ela mesma do que assumir as contradições da modernidade e deixar-se questionar.<br />
Os grandes temas dessa CF são a vida e a pessoa humana, o sofrimento e o amor. Para entendê-los, o texto-base se vale freqüentemente de dados científicos. Mas a ciência nos ajuda a compreender o funcionamento do mundo, os mecanismos que geram a dor e o sofrimento, porém é impotente para responder às perguntas sobre o sentido da vida -mesmo porque essa não é a sua razão de ser. </p>
<p>A reflexão da igreja na CF é ética, e as conclusões não se legitimam nem pelo cientificismo nem pelo dogmatismo. O texto-base dialoga com as ciências (principalmente na primeira parte, o &#8220;Ver&#8221;) e a própria fé católica (na segunda parte, o &#8220;Julgar&#8221;), mas seu grande interlocutor é a experiência humana -o que talvez pareça impossível para quem crê, como Rubem Alves (&#8221;As estrelas brilham, os homens sofrem&#8221;, Cotidiano, 19/2/08), que a igreja só olha para as estrelas e não vê a experiência concreta de sofrimento das pessoas. </p>
<p>O que deseja a pessoa humana? Como ela se realiza? O texto da CF parte da reflexão sobre o desejo do coração do ser humano. É um diálogo onde os critérios éticos nascem da compreensão de seu anseio por felicidade, e não de convenções sociais. Esse desejo pode se realizar reduzido a busca de satisfação e fuga da dor? Ou necessita de algo mais, de um amor capaz de se realizar por meio da doação ao outro, capaz de acolher e dar sentido até mesmo a sofrimento, dor e morte?<br />
Seriam essas perguntas sobre o amor e o sentido as tais estrelas que não permitem ver o sofrimento e a experiência concreta das pessoas?</p>
<p>Vicky é ugandense, negra, pobre, soropositiva, abandonada pelo marido doente de Aids porque se recusou a abortar o terceiro filho. Chegou a ter 35 kg, quando foi para um centro católico de acolhida a doentes de Aids. Hoje tem 75 kg e um filho já na universidade. Sobre sua experiência nesse centro de acolhida, escreveu: &#8220;Era difícil acreditar que havia encontrado mulheres que pudessem viver daquela forma mesmo estando doentes de Aids, tal era a alegria que tinham no rosto; dançavam e estavam felizes, e eu me perguntava como alguém que tinha essa doença podia cantar e dançar&#8230; Onde está o poder da morte? Está na perda da esperança e na falta de amor&#8221;. A experiência de Vicky, que teve uma carta publicada numa campanha internacional de ajuda a obras sociais, as tendas de Natal, é similar a muitas outras.</p>
<p>Essas experiências são as estrelas para as quais a igreja olha ao se acercar do sofrimento humano. Por isso, acredita na capacidade que o amor e a acolhida têm de superar a dor. Partindo daí, propõe que iniciativas sociais e políticas governamentais devem acolher quem sofre e permitir que opte pela vida, desde seu início e em qualquer circunstância.<br />
Por isso, na proposta da CF, &#8220;optar pela vida&#8221; não se restringe apenas a ter leis contra o aborto e a eutanásia, por exemplo. Pelo contrário, implica em criar formas pelas quais as pessoas possam acolher uma gravidez indesejada e um doente incurável, sem que isso se torne um obstáculo a sua felicidade, mas sim um caminho para sua realização. </p>
<p>Essa não é uma proposta &#8220;confessional&#8221; ou uma crença religiosa, mas sim um modo de viver a própria ânsia de felicidade, a experiência do amor e do sofrimento. Um modo de ser mais humanos, que talvez queiram que renunciemos a desejar. </p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<br />
FRANCISCO BORBA RIBEIRO NETO, sociólogo e biólogo, é coordenador de Projetos do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).</p></blockquote>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comentário em Ele estava muito assustado&#8230; por Patricia</title>
		<link>http://blog.imel.org.br/2007/11/22/ele-estava-muito-assustado/#comment-87</link>
		<pubDate>Tue, 04 Dec 2007 23:37:54 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.imel.org.br/2007/11/22/ele-estava-muito-assustado/#comment-87</guid>
					<description>Eu não tenho tanta certeza de que as coisas tenham mudado tanto, pois hoje podemos ver pessoas que deixam muitas coisas para seguir a Jesus. Mas estas histórias não passam nos noticiarios de TV</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não tenho tanta certeza de que as coisas tenham mudado tanto, pois hoje podemos ver pessoas que deixam muitas coisas para seguir a Jesus. Mas estas histórias não passam nos noticiarios de TV
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comentário em E o que ele ia dizer? por Patricia</title>
		<link>http://blog.imel.org.br/2007/05/10/e-o-que-ele-ia-dizer/#comment-76</link>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2007 00:31:59 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.imel.org.br/2007/05/10/e-o-que-ele-ia-dizer/#comment-76</guid>
					<description>UZÉ cadê você? 
Você anda muito ocupado. 
Sinto falta de suas "histórias" que me fazem refletir.

Estou aguardando!!!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>UZÉ cadê você?<br />
Você anda muito ocupado.<br />
Sinto falta de suas &#8220;histórias&#8221; que me fazem refletir.</p>
<p>Estou aguardando!!!
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comentário em Não fale nesse homem&#8230; por Vittor</title>
		<link>http://blog.imel.org.br/2007/03/28/nao-fale-nesse-homem/#comment-5</link>
		<pubDate>Tue, 10 Apr 2007 22:08:26 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.imel.org.br/2007/03/28/nao-fale-nesse-homem/#comment-5</guid>
					<description>Ir ver o Papa para endeusá-lo ou como simplesmente ir vê-lo? A diferença é a mesma de um evangélico ir a um culto de outra religião para cultuar o objeto de adoração dessa religião ou ir a um show de uma banda/cantor que admira. É Uzé, a pergunta é sempre a mesma: onde está o seu coração?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ir ver o Papa para endeusá-lo ou como simplesmente ir vê-lo? A diferença é a mesma de um evangélico ir a um culto de outra religião para cultuar o objeto de adoração dessa religião ou ir a um show de uma banda/cantor que admira. É Uzé, a pergunta é sempre a mesma: onde está o seu coração?
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comentário em E a macarronada não desceu&#8230; por Vittor</title>
		<link>http://blog.imel.org.br/2007/02/21/e-a-macarronada-nao-desceu/#comment-4</link>
		<pubDate>Tue, 10 Apr 2007 21:57:22 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.imel.org.br/2007/02/21/e-a-macarronada-nao-desceu/#comment-4</guid>
					<description>Acontecem desgraças diárias para evangélicos, muçulmanos e espíritas. Dizer que Deus protege mais um do que o outro seria dizer que Ele escolhe quem ama, o q vai contra a Sua palavra. Também dizer que Ele deixa acontecer as coisas ao "acaso" significaria dizer que não há compaixão. Minha opinião pessoal é mudar o foco da questão: será que essas coisas não acontecem justamente para que tenhamos uma reflexão, e nos fazer perguntar se há Deus, e se há, onde Ele está? Vivemos em um mundo muito centrado no EU onde as pessoas se esquecem sistematicamente de se questionar sobre a existência ou não de Deus. Na prática, com isso, apregoamos que vivemos ao acaso, dizendo que nós fazemos nossa próprias vidas. Talvez Deus esteja simplesmente nos deixando viver como queremos, com lágrimas nos olhos.....</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acontecem desgraças diárias para evangélicos, muçulmanos e espíritas. Dizer que Deus protege mais um do que o outro seria dizer que Ele escolhe quem ama, o q vai contra a Sua palavra. Também dizer que Ele deixa acontecer as coisas ao &#8220;acaso&#8221; significaria dizer que não há compaixão. Minha opinião pessoal é mudar o foco da questão: será que essas coisas não acontecem justamente para que tenhamos uma reflexão, e nos fazer perguntar se há Deus, e se há, onde Ele está? Vivemos em um mundo muito centrado no EU onde as pessoas se esquecem sistematicamente de se questionar sobre a existência ou não de Deus. Na prática, com isso, apregoamos que vivemos ao acaso, dizendo que nós fazemos nossa próprias vidas. Talvez Deus esteja simplesmente nos deixando viver como queremos, com lágrimas nos olhos&#8230;..
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
	<item>
		<title>Comentário em E a macarronada não desceu&#8230; por Ju</title>
		<link>http://blog.imel.org.br/2007/02/21/e-a-macarronada-nao-desceu/#comment-3</link>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2007 21:29:34 +0000</pubDate>
		<guid>http://blog.imel.org.br/2007/02/21/e-a-macarronada-nao-desceu/#comment-3</guid>
					<description>Uzé,
Vc leu a matéria da Veja? Lá diz que aquela família acabara de sair de um centro espirita quando tudo aconteceu. Será que isso tem alguma coisa haver? O garotinho não tinha discernimento de escolher entre o bem e o mal.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Uzé,<br />
Vc leu a matéria da Veja? Lá diz que aquela família acabara de sair de um centro espirita quando tudo aconteceu. Será que isso tem alguma coisa haver? O garotinho não tinha discernimento de escolher entre o bem e o mal.
</p>
]]></content:encoded>
				</item>
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